Almas

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20121113

dos teus beijos que ele mais gostava


e era dos teus beijos que ele mais gostava. aqueles toques no pescoço que lhe aspiravam o ser e lhe aqueciam o peito. a pele arrepiada com cada palavra de carinho que só tu lhe davas. tão única que eras para ele. o bem maior que ele tinha e tão fácil deitou fora. ele amava-te desde o mais profundo que conhecia e tão incrivelmente se deixou cair na mentira alheia. eramos nós, e só tínhamos de ser nós. como pôde ele ouvir os negros de alma, os da inveja e da cobiça de um amar tão nosso, tão forte? ele vai amar-te para sempre, pois foi certamente o mais verdadeiro amor dos seus vinte anos. ele não pede ao destino nada para ele, apenas que te guarde e te faça feliz com quem nunca, mas nunca desconfie do teu amor. ele ficará também por aí, junto com o tempo a juntar cada pedaço do seu coração, desfeito cada vez mais com as desilusões das gentes que o rodeiam, das gentes que o abraçam e são como cobras que o envenenam pelas costas.

vai lá, princesinha. até sempre. amo-te ;'(

20121112

pudesse eu...desculpas


eu não sou poeta. isto não são frases mas são tanto. são sentimentos. e a tristeza não se escreve, mata-nos. viana está despida e eu vagueio no teu canto. o mar rasga tão forte, leva a fúria e devolve-te um homem perdido. eu corro agora descalço, contigo em mim. esta noite já não chove, mas este frio...não é ausência de calor, mas é ausência de ti, que me dói. amor, perdoa este pranto, porque viana traz-me saudades de ti. as noites eram longas em beijos, agora são martírios sem nós. este amor é todo teu. é perdão pedido, arrependimento, a tristeza como eu, tão nu, tão frágil, tão teu. e o arrependimento me matasse mais que a dor de te ter mandado ir. seria a morte minha mulher mais depressa, e mais depressa me deixaria partir.

20121017

tempo.nada.amar-te

o tempo levou o tempo e o tempo a nossa magia.
o tempo sorriu à morte e ela agarrou-se com ele. tempo.
este tempo não é nada. e a vida é tão nada sem tempo. tempo. nada.

e o tempo somos nós e nós já não somos nada. no tempo.
o tempo é tudo mágoa e a mágoa é o tempo que não passa.
este tempo trouxe-me a ti e o nada levou-me contigo fora do tempo. tempo.

foi tempo de amar nada. um nada feito de ti. e o tempo foi tão nada para nós. tempo. nada.
um nada que fizeste de mim. nada no teu tempo, sem mais tempo para mim. tempo.
ele amar-te-à no tempo. sempre. tempo. nada. só tempo para nada. nada. amar-te.

20121015

seríamos um ano, seríamos nós, serás tu.

choro ainda hoje um ano que nasceu e que há meses terás morto em mim. o tempo tem corrido, e a chuva que cai não me deixa ver esperanças de um novo amar. levaste em luto o que melhor de mim existia, e nas facas de uma traição foram juntos os sorrisos que te dava. fica todos os dias um solitário vazio que incomoda o meu peito com recordações alegres de saudades tuas. e nesse mesmo tempo, essa tão maldita traição em gestos de quase bruxaria, que me destroem a alma. e desejava eu não ter conhecido, tocado e mesmo vivido pois não estaria agora, já com o meu habitual chorar de canto triste. e rezo a mim um guia para que me dêem os anjos um novo ti, que não se esqueça e me ame realmente a mim. um amor mútuo de seres de luz branca. amo-te já sem te conhecer, e quero-te junto a mim sem nunca ter sabido de ti.

um beijo para onde quer que estejas, e a espera para o tempo que ainda demores a vir até mim.

20120821

adeus dsp foi este o fim

o fim de tarde à chuva naquele banco já molhado,
um rio subia o norte com espanha do outro lado.
o céu era só trevas, o vento sabia amargo,
e o medo vinha despido, contigo de braço dado.

e eu? sem imaginar quem eras,
a mulher que me tocava e despia com más rezas,
onde quem me fazia mal eras tu,
e não o sofrer das minhas perdas.

e tu? um pouco tanto que sabias,
um tal beijar de cor com toques de melodias.
e eu, com tanto nada por saber,
beijava-te apunhalado com magia negra de prazer.

perdeste quem te amava, mataste o amor, mataste-me a mim.
e eu? eu não sei que te fez assim.
ataste as minhas mãos e eu desamarrei a alma
com a corda que me deste envenenada.

estou aqui agora com luz no teu lugar,
à espera de um ser de luz que aqui queira ficar.

e eu chamar-te-ia puta, mas tu nem isso mereces,
porque nem recompensa a dinheiro pagava a foda que me deste.

e o prazer? o prazer ficou na cama,
ou nos bancos do meu carro onde também lá chorava,
e eu te disse "amo-te".

não, e eu nem a morte desejo,
porque amor é putaria em trocas falsas de desejo.
e eu? eu ainda gosto de ti.
atravessei p'ra outra margem, disseram ser melhor sem ti.

adeus dsp, felicidades para mim.

20111110

chuva em ti

cai chuva, caiem lágrimas
caem mistérios e beleza limpída
soltam-se beijos, solta-se paixão nos corpos molhados.
vê-se luz, vê-se brilho ainda de olhos fechados,
sente-se alma, sentem-se criações intocáveis,
sinto-te a ti, sinto-te em mim, sinto em nós.
tenho-te, preciso-te e venero cada dia que te quero,
ainda mais que ontem e muito menos que amanhã.

20111017

(...) um segredo (...) só teu (...)

viram-se as páginas e parte do mundo já se ri...

soubesses tu como um simples toque enche milhões de células de adrenalina. vagueiam-se elas enquanto preenchem os vazios que encontram no meu corpo. impressionante é, como o calor dos lábios sopra no peito  e te cega os olhos. por instantes adormeces, desligado dos círculos que te rodeiam, prendem e matam. e curioso é, o estado de consciência inconsciente do qual não queres acordar. sem prenúncios de morte e pano branco às rebeliões, são os sorrisos que falam por si, e o trincar nos lábios dá ainda mais asas ao teu desejo. 

é o nascimento de um anarquia absoluta, sem leis algumas para passear em ti. 
não é crime, é prazer em forma de pecado é doçura vadia em campos ternos...é vontade, é querer (te).

20111016

segredos de luz obscura

invento ao longe nas estrelas segredos para te lembrar. lembro toques, carinhos e sentimentos de magias sobrenaturais. não foi por ser eu, ou mesmo tu...talvez por ter sido um nós, em gritos unos de força e união.

nas estrelas, é lá que guardo os mistérios mais obscuros, aquelas partes de mim que dei a ti, tudo pureza e rebeldia, porque por muito que as estrelas brilhem, existes tu que brilha ainda mais.

como todos os outros, guardamos os segredos onde ninguém os possa encontrar, assim sei que só eu saberei de ti, não aquilo que mostras mas tudo aquilo que escondes, que eu descobri e agora também eu posso guardar.