escurece dia para que o corvo
pareça feliz. apaga farol que existem sorrisos antigos a chorar. não os quero
lembrar. as memórias são terríveis, não por lembrarem almas passadas, mas
porque sabem a saudade. "ai vida". amor, nunca bebemos vinho. talvez
devêssemos falar sobre isso. e beber do que não bebemos. acho que tudo correria
ao contrário porque o ódio também se chama de amor. e acho que tudo correria ao
contrário porque nunca falámos sobre verdades.
(…)
as pessoas amam-se em silêncio demasiadamente. as pessoas amam-se demasiadamente para lá da morte. tempo é o silêncio do amor. é
quente quando dois corpos partilham a mesma alma e gelado quando duas almas se
perdem de qualquer corpo. e divagam. e sofrem. e morrem. o tempo só não resolve
o que o orgulho não quer. e feitios. e era isso que eu admirava em ti, nunca
pensei que se virasse contra mim.
(…)
devias ter percebido os beijos de
saudade nas letras de cada mensagem. devias ter sentido saudade, e se a
sentiste devias ter desejado que terminasse. ou que continuasse apenas quando
não estivesse por perto. precisava perceber quanto tempo foi real depois da morte.
desculpa se não entendi. desculpa se morri antes de morrermos. só te culpo por
sermos demasiado iguais, por seres demasiado tu sem mim. só te culpo por não te esquecer. certamente que esse, foi o único feitiço. beijo.
vou inverter o sentido deste texto e começar pelo que seria o seu fim, a sua despedida. talvez este texto sejam até apenas duas despedidas. não sei se será breve, prolongada ou mesmo definitiva, apenas sinto que não haverá força para escrever de forma tão sonante como me habituei nos últimos tempos. cheguei ao ponto de exaustão, quero dormir neste tempo porque sofro de mais com o que as pessoas que nele passam me dão. cheguei ao meio fim de uma luta de quase 5 meses que irá continuar nos meus silêncios, mas a qual terá de ser partilhada apenas para mim a partir de hoje. tenho pena que as vozes do exterior continuem a ter demasiada importância para as vontades próprias de cada um. tenho a consciência limpa por ter feito tudo de coração, embora a espontaneidade me tenha dado para actos menos correctos. este blog foi todo o meu choro mais sincero, foram todos os nomes bonitos que te chamei, foram todos os sentimentos que me corriam a alma e não o que outros supõe que eu senti. é tudo o que devia contar. só tinha uma coisa a provar, que te amava, e isso fi-lo. isto não é desistir, é ganhar coragem para assumir que não queres nada de bom de mim. é ganhar coragem para assumir que desta forma não chegaria a lado nenhum contigo. não sei se sabes o que fazes ou não, não sei o que sentes porque nunca o disseste, não sei nada porque fui verdadeiro por demais. a promessa de que não te iria mais chatear depois da carta é para cumprir, ficou explicito na tua resposta que não tens interesse em resolver nada, quando após tudo o que te escrevi apenas te importou o que eu poderia ter dito aos meus irmãos. mais uma vez, tenho pena que tudo tenha acontecido desta forma, que te tenhas esquecido do que sou e aches que nunca tenha sido amor, ou que os meus amigos fossem mais importantes que tu. nomes feios toda a gente pode chamar em momentos de raiva, mas mesmo que o tivesse feito nunca seria com o sentido directo que a própria palavra tem. peço desculpa se o fiz, mas não me lembro realmente de o ter feito. confrontei cada um dos que podiam ter dito algo e todos me negaram ter-vos falado a nosso respeito. há cenários ridículos nesta história, há um guião surreal e agora é o momento do protagonista sair de cena. aos que me quiserem contactar por algum motivo, procurem o meu e-mail no perfil ou procurem-me nas redes sociais. mil beijos e abraços...amanhã, para a semana, daqui a um mês ou um ano, um até já. adoro-vos. sejam felizes e dêem valor às pequenas coisas da vida. abram-se aos sentimentos e às experiências que um dia vos deixem saudades de ter vivido. amem-se, sejam irmãos, sejam amantes, sejam anjos na terra. sejam amor. obrigado. aDeus a quem não quer saber de mim.
tenho falado tanto de perdão quando nem eu o consigo dar. não vos perdoo, não vos perdoo porque me roubastes a vida. porque entrastes por ela dentro e acolhi-vos como se fosses da família. abriguei-vos no meu coração e confiei em vós os caminhos do meu destino. não vos perdoo, porque me roubastes dela, porque me roubastes o mundo, porque me roubastes as gargalhadas que os meus olhos davam. os meus olhos já não riem como tantas vezes me disseram. nunca esperei uma traição tão grande de gente tão próxima. como pudestes ver todo o meu sofrimento, ver o quanto que morria de mim a cada dia que passava, ver o quanto eu tinha deixado de ser eu e continuar com esse jogo mesquinho? como pudestes fazer-me tal coisa? como pudestes usar a confiança que vos tinha dado para jogar tão sujo, tão porco de maldade, tão sugado de inveja? como pôde a hipocrisia de um negócio chegar tão longe? como pudestes ver-me a afogar e ainda assim colocar na minha frente os vossos interesses? como puderam os anjos permitir que tanto poder fosse ter às vossas mãos para me dominarem daquele jeito? como pôde tudo isto ser possível? como conseguistes amarrar a minha alma a um penedo, o meu corpo a um chão em chamas e dominar cada passo que dava? odeio-vos, porque me roubastes a vida, aquilo que eu tinha conquistado nos últimos anos, roubaste-me pessoas, objectivos, sentimentos, roubaste-me a ela, roubaste-me o meu avô como se um crime tivesse sido cometido. perdi sem saber como, nos corações que antes olhavam para mim com carinho, amor, respeito e amizade, hoje apenas brota ódio, nojo e repugnância. convosco perdi tudo, ganhei lágrimas, estilhaços e pedaços de raiva. virei louco. eu, vós e uma arma eramos felizes outra vez. voltaria a sorrir quando vos visse cair aos meus pés, mas nem isso me apagaria as memórias, paixões e sentimentos que nunca mais alcançarei. ainda assim, pudesse eu matar-vos seus bruxos filhos da puta. tenho ódio de morte por vós, tenho a maior raiva pelo que me fizeram, sinto-me amordaçado porque destruístes o meu futuro, porque me destes mentiras das quais nunca mais alcançarei perdão, as tais que me afastaram dela e pelas quais nunca mais a terei em meus braços. odeio-vos, pudesse eu acabar com a vossa existência e estaria mais tranquilo.
se os modos fossem outros eu teria enviado uma estrela de bom ano ao teu número, mas as respostas a que não tive direito, os sentimentos que desconheço pertencerem-te e a angústia de não haver sinais não deixaram. estás melhor sem mim. já percebi e eu também quis deixar-te no tempo que passou, no 31 que há terminado. juro que queria, mas não...as memórias que carrego e os sonhos que ainda tenho não me largaram o peito nesta passagem. sou uma besta, porque sei que de ti não levo nada mas insisto a pensar no como poderia ter sido se.
se me mato, morro, se não mato, vou morrendo e como prometi não te incomodar mais depois da carta, é isso que tenho de cumprir. bom ano para todos. sejam felizes por favor.
"Let's be in love again,
If I could go, back in time,
I would say, once again,
Kiss me, Hold me, Feel me,
Love me..."
Let's Be In love - Hands On Approach
"Now I'm a dead man
I see you standing there but you're already gone
I'm holding your hand but you're barely holding on
I'm kissing your lips but it just don't feel the same
Am I dead there now, left living with the blame
Oh I hear the angels talking talking talking
Now I'm a dead man walking walking walking
Already broken, already gone
Already know you're moving on
I'm a breathing, talking
Dead man, walking
Already see it, in your face
Already someone, in my place"
The Script - Dead Man Walking
"You've read the texts,
You've watched the shows,
What's the best way no one knows,
Ye meditate, get hypnotized.
Anything to take it from your mind.
But it won't go,
Your doing all these things out of desperation"
The Script - Six Degrees Of Separation
"What am I suppose to do when the best part of me was always you?
'Coz she moved on while I'm still grieving
You took your suitcase, I took the blame
Now I'm trying to make sense of what little remains
'Coz you left me with no love, and no love to my name
'Coz I got time while she got freedom
I'm falling to pieces (One still in love while the other ones leaving)"
não há luz que me ilumine, nem
sombra que me carregue. os pecados que nos rogam não nos matam, nem engordam, sublimam-se
no tempo que nos espera. falta de mais ser carne viva, falta de mais ser corpo
molhado, sobra de mais ser eu, seres tu, não nós. sobra nada, sobra tudo, até a
chuva chora comigo e cantamos juntos para ti. mais um fantasma no meu quarto, mais
uma alma que vagueia neste plano enquanto me chama para me levar. vou-me
limpar, este álcool é mais puro que os meus conselheiros, ele não me mente, só
às vezes me ilude como o tempo. esta janela não é mundo, é escrava dos que dela
se servem para espreitar. as luzes estão tristes, as ruas estão presas ao
inferno e o tempo não muda os discos riscados com os mesmos sentimentos de
sempre, as mesmas dúvidas e questões, os mesmos venenos do exterior. o tempo
não muda, não faz nada, não queima nem arde, o tempo não sente, só passa e o
que passa não volta, mas pode começar sempre num novo presente. limpei-me. os
defumos não me afastam os traidores e mentirosos, mas afastam os cinzentos que
me pesam as costas e correm em sombras nesta casa vazia. alimentam-se de mim e
eu alimento-me de amor, que não tenho, por isso me deixo morrer todos os dias
um pouco mais, um pouco menos. sempre menos de mim, sempre mais para ti. o
sempre não existe, mas sempre há-de existir o tempo de nós, o tempo. o amor.
mas nós...nós já fomos de outro tempo e poderíamos ser deste também. em tempo,
de amor. amei-te. talvez sempre te ame, mas o sempre não existe, no tempo. amor.
o passado é passado e não queria mexer nele. é história e as histórias são apenas para contar. mas as oportunidades, as oportunidades são o nosso presente, por ter sido um mau passado, não significa que seria um mau presente. era isso que eu te pedia, que me tivesses deixado fazer parte do teu presente, apesar do que fiz com o nosso passado. segundas oportunidades toda a gente merece, principalmente quem é meio-inocente. realmente tenho pena que sejas intocável, que não te signifique nada para que não me dês nem um sinal. realmente disseste não ter esquecido o que fiz, mas então porquê não me dares a oportunidade de mudar o que ficou mal feito? se te destruí o peito, podias dar-me uma oportunidade de o reconstruir, se sabes que não fiz o que fiz por querer. seria uma oportunidade para reconstruir também o meu. os dois poderíamos faze-lo. não te armes em valente comigo, porque também eras frágil. tira essa capa e olha-me o interior outra vez. tudo diferente, desta vez eu mudo o que tiver de mudar, vamos viver como nunca vivemos. sufoca-me não me dares uma resposta, sufoca-me não saber se choras, ris ou suas com as coisas que te mando. não merecia, porque fomos duas vitimas deste jogo porco. desculpa o mal que te causei, não foi controlável e tu sabe-lo. desculpa-me, mas não consigo ignorar o facto de ter sido um assassino, já ter pago a minha pena, mas a vitima não me conseguir perdoar. esse é o meu maior castigo, juntamente com o ter de viver sem ti, sem nós. eu mudaria tudo o que tivesse de mudar só por ti. das promessas que fizemos nenhum dos dois as cumpriu, mas desta vez...eu faria tudo só para ficar contigo, desta vez seríamos mais fortes. matas-me com isso. matas-me.
de ti guardo o nosso melhor glorificado pelo nosso pior. de ti guardo o nosso começo meio atrapalhado, rápido e quase instantâneo, como se soubesse que pertencia a ti sem nunca te ter conhecido. guardo os segundos demasiado velozes na forma como me agarrei a ti. guardo o tempo que demorou entre beijos e amassos para perceber que realmente tinha de estar contigo e que não era só gostar, era mais do que amor. nunca foram palavras soltas nem frases ao acaso, foi tudo verdadeiro, o que é meu é verdade e sentido. de ti guardo as brincadeiras no meu carro e no teu, pequenas noites frias em que os abraços eram o calor que embaciavam os vidros. de ti, guardo as palavras de amor, as dedicatórias que juravam sermos o mundo um do outro. de ti guardo os desejos e as vontades que ficaram por realizar. fica o que tinha de mudar para sermos um nós melhor, fica o mais que não dei por ti e fica o tempo que se esgotou para nós. restou o carinho para te dar se quisesses, restaram as caricias no pescoço, as trincas nas orelhas, os lábios quentes, as mãos geladas, o descanso no meu peito e o amar no teu colo. de ti guardo memórias de tempos reais, de vida em mim. de ti guardo as tuas inseguranças, os meus medos e as nossas chatices. de ti guardo as conversas alheias a nós, guardo o nosso tempo escrito na minha alma. de ti guardo as noites e as tardes com os espíritos, guardo o que fazia para te proteger, a preocupação para que nada te acontecesse. de ti não guardo a minha primeira mulher, mas guardo certamente o meu primeiro amar mais sentido. de ti guardo o amar, guardo o conceito que isso significa, teres sido a princesa que gostei mais até hoje. de ti guardo os sonhos que tinha e que planeava realizar, guardo a minha luta pela verdade que alcancei já sem ti. guardo o meu esforço e dedicação. de ti guardo as minhas lágrimas por nos ter morto, por te ter destruído sem querer. de ti guardo o sofrimento que me diz que sem ti não sou feliz. de ti guardo amor, guardo a despedida tão negra, guardo o desejo de não voltar a escrever mais aqui sobre ti. não guardo essa promessa, porque percebi que não consigo cumprir nada que se relacione contigo. de ti, guardo um nada neste momento, mas guardarei a lembrança de te ter amado realmente e ter feito o que devia para o provar. de ti guardo as marcas difíceis, guardo o meu arrependimento que tentei ser mudança e a falta de oportunidade para nos deixar morrer em paz neste ultimo tempo. de ti guardo os carinhos, as rosas e o querer que sejas feliz. de ti guardo-me a mim, guardo o nós que ninguém me tira, guardo o tempo da nossa magia, guardo o nada do tudo que fomos. guardo-nos como se o tempo nos guardasse os momentos. guardo-te, mas deixo-te em 2012 se foi nele que quiseste ficar. guardo-te. beijo. adeus.
este ano percebi que não posso
apoiar a minha vida em ninguém, e que tenho de ser eu o meu único pilar. este
ano perdi duas pessoas que eram a base da minha vida e que é doloroso seguir a
vida sem elas.
percebi que pessoas que nos
apoiam em determinado momento não são sempre nossas amigas, por vezes apenas
querem algo de nós.
aprendi que há mais maldade no
mundo do que aquela que achava ser possível. e que há pessoas que apenas existem
para impedir a felicidade dos outros.
aprendi que a inveja é o alimento
de muita gente, e que não é justo o que fazem comigo.
"And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?"
aprendi a lutar até ao fim por
aquilo que amava e que nem sempre amor é pago com amor. que nem sempre a luta
nos dá aquilo que merecemos, mas que pelo menos nos deixa a consciência
tranquila.
aprendi que o poder da mentira é
equivalente à morte, e que a dor da perda é um vazio que nos come a alma.
aprendi que sou o meu próprio
herói e que mereço mais do que o que recebo dos outros.
"And I knew for sure I was loved
If I could get another chance, another walk, another dance with him
I-d play a song that would never, ever end
How love, love, love
To dance with my father again"
aprendi que os ídolos não nos
ensinam a viver, mas tu meu avô deste-me todas as bases para ser como tu.
obrigado.
aprendi que os espíritos existem,
que há vida depois da morte, que a bruxaria é possível e não é só como nos
filmes.
"Kick it if back and fof
Bloodely for the best of us never to be alone
Talking about those days
Playing around our ways
Takin’ stocom what’ve got
Never be gonna lies feeling you raped by my side "
aprendi que há pessoas que nos
provam a amizade quando menos esperamos e que aguardamos coisas de quem não tem
nada para dar e aqueles com quem não contámos por vezes nos surpreendem.
aprendi que se podem resolver
problemas de há muito tempo, até anos e que conseguimos tranquilidade com isso.
sinaré, foi bom termos resolvido as coisas.
"If you don't know me by now
You will never never never know me
All the things, that we've been through
You should understand me like I understand you
Now girl I know the difference between right and wrong"
aprendi que nem toda a gente
merece que lutemos contra a nossa própria família por elas e quero continuar
acreditar que Deus programa tudo por um motivo.
"You in the dark
You in the pain
You on the run
Living a hell
Living your ghost
Living your end
Silence is not the way
We need to talk about it"
aprendi que o perdão torna-nos
melhores e o arrependimento nos dá forças para agarrar o mundo.
aprendi que o tempo não nos
elimina a dor, o sofrimento e o desgosto, apenas nos ensina a lidar com eles da
maneira mais crua.
aprendi que a traição pode vir
das pessoas mais próximas e que isso me fez despertar vontades que nunca pensei
serem possíveis em mim. a vossa morte seus filhos da puta.
"What if you could touch my hand
Through the deep sweat sweating
For a guilty, guilty man
And oh no, I tried
I tried"
aprendi que chorar à chuva faz
demonstrar o quanto estamos desgastados, e que os rios para além da sua água
também podem levar as lágrimas que temos para gritar.
aprendi que fugir de casa nos faz
sentir ainda mais sós e que dormir debaixo da ponte não é tão mau como se
julga. descobri que ver as estrelas sem ti é destruir as memórias dos nossos
melhores momentos debaixo delas. e que pedir perdão nem sempre é o suficiente.
aprendi que sou péssimo quando
escrevo bêbedo, mas que isso me dá coragem para falar com quem preciso. e que
me faz tomar consciência do que tenho de fazer em estado sóbrio.
aprendi que por vezes julgamos
que um sentimento não é tão forte como pensamos, e que outras vezes um sentimento
que nos dizem ser tão bravo, afinal não o é.
reaprendi que não vale a pena
fazer projectos a longo prazo, porque o tempo é uma inconstante de instantes.
aprendi que amar é para os
fortes, lutar por ele é para os guerreiros e que o meu amor não se pode dar de
bandeja a quem não me conhece.
aprendi a dar mais valor ao que
sou e a não me rebaixar por quem não fez nada por mim.
aprendi que os sonhos não se desejam,
constroem-se. que o amor precisa que dê tudo por ele e que se não der, não vale
a pena.
aprendi que as pessoas julgam sem
conhecer e acham-se melhores que os outros sem saberem de nós.
"I'm coming up only to hold you under
I'm coming up only to show you wrong
And to know you is hard and we wonder
To know you all wrong, we were"
aprendi que as pessoas que gostam
de nós se esforçam até á ultima pela verdade, e que as que não gostam assim
tanto, desistem da batalha.
deparo-me assim com as minhas conclusões tão frias...enquanto os valores de uma verdadeira amizade forem superiores aos de um falso amor, estarei sempre de consciência tranquila por vos preferir a vós do que a ela. o amor são promessas num fio de ilusões. o sitio onde moro é demasiado pequeno para alguém gostar de mim. a chuva dá-me tempo para chorar, porque esconde o que os meus olhos gritam ao mundo. e se tudo começar a ser demasiado bom, tenho de me preparar para que alguém me desiluda.
para o próximo ano, não quero
pedir muito. apenas que os meus pais se entendam após 3 anos de guerra e que
consiga ter uma relação com eles. que a minha vida ganhe um novo rumo, com uma
nova inspiração. peço um novo amor que me alimente os dias e me queira como
mereço. peço um pouco de felicidade, estabilidade e muito amor. parece pouco,
não quero que o mundo me dê tudo de mão aberta, mas que pelo menos me estenda o
braço para conseguir conquistar tudo isto. não quero partir sem pelo menos ter
tido a experiência de um dia totalmente feliz.
Livros são pontes para os nossos corpos distantes...
Poemas tu sabes tantos,
Problemas tu sabes cantos,
Cápsulas de sonhos falsos, somente amenizantes,
Pantomima e tropelia, fazer papel de campo-tino,
Claro que tou sem coração se tu levaste o meu contigo!
Construo nesta floresta, um casulo para morar,
Invento neste verso uma relação para durar.
Não te assustes com a minha forma, peculiar de entender,
Que a vida é um miosótis azul e o tempo uma orquídea a arder."
joão tamura - terês terigues teristes
a diferença entre desejar alguém vivo ou alguém morto, está na consciencialização. enquanto num estamos cientes de que não será possível obter o desejado, no outro alimentámos a cada batida cardíaca a esperança de que algo mude e é isso que nos mói. talvez seja por isso que só damos valor às pessoas depois da morte, ou depois de as perdermos realmente. não se aplica bem no meu caso mas julgo que se aplique a um grande numero de pessoas. é triste que assim seja, é triste que seja assim a forma de sentir. tenho pena de quem sente verdadeiramente porque vive com o medo constante de perder. o medo de perder é um sinónimo de amar, mas a liberdade para deixar partir é o maior espelho do amor. não te prendas por ninguém, mas não o(a) deixes sem saber se morreste para que não lhe reste a esperança de que um dia voltes. se morreste, morreste, por isso diz-lhe para te enterrar. e deixa-lhe dar-te o ultimo beijo da despedida com o ramo de flores que te oferecer. tu permitirás que ele viva o seu futuro sem ti, e a tua alma saberá sempre que ele fez tudo o que podia por vós. descansa em paz, amor dos meus últimos chorares, eu não recebi o sinal teu, mas sei sentir que já morremos no tempo. um tal beijo sem veneno para ti. aDeus.
tenho vivido no passado. tenho
tentado puxá-lo para o presente e não vale mais a pena. o passado é passado e é
isso mesmo. de que adianta o arrependimento por aquilo que se fez sem fazer? de
que adianta o arrependimento para quem não tem perdões para dar. vivi todo este
tempo numa história que nunca deixei, talvez esse seja o motivo de nunca ter partido
realmente. o meu pensamento nunca te deixou, a minha alma nunca deixou de cuidar
de ti e o meu coração sempre bateu por nós embora não o tenhas visto. tu não
sabes nada do que eu vivi naqueles tempos. não sabes o que fizeram comigo
porque só estás preocupada contigo. se tu soubesses o que eu senti, a minha
vontade e não o que aconteceu. mas não...és a rainha, sabes tudo, magoei-te é
certo, mas e eu? alguma vez terás pensado no que se passou? alguma vez terás
pensado se o que eu estava a fazer era a minha vontade? conhecias-me assim tão
mal para não perceberes que não era eu que estava a fazer aquilo? terás alguma
vez posto a hipótese de te colocares no meu lado? claro que não, e sabes
porquê? porque eu não te dei a oportunidade de falarmos quando querias porque
não era capaz, porque não me permitiram. mas quando tentei, quando tomei a
decisão de que não queria saber do que diziam, quando ganhei forças novamente para lutar
por ti, também não quiseste saber. não queres saber, porque já te sou
indiferente. ainda bem que seguiste em frente, talvez tenhas seguido logo dias
depois. e esta eu sei, não estou a escrever de cor. farei o que tenho a fazer,
o passado ficará para a história e aguardarei os mistérios do futuro. que seja
o que o destino quiser e o que Deus desejar para mim. não mereces o meu
esforço, não mereceste o meu sofrimento que nunca soubeste que tive, não
mereceste a minha luta para largar o mundo e ficar contigo, não mereceste que
lutasse contra a minha família por ti, contra os meus amigos, contra a minha
cabeça que me enchia de dúvidas se realmente poderia ser verdade o que me
diziam. não mereceste um único estilhaço do meu coração, porque não soubeste, mas eu lutei todo este tempo contra tudo o que me disse que não podíamos ficar
juntos. e afinal, não podemos mesmo, mas desta vez não é porque o mundo não
quer. é porque a distância das nossas vontades não deixa e eu também já não sei
se quero, nem se seria bom. fui-me.
eu não te amo, apenas preciso de
pedir desculpa pelo que fiz. faz parte de mim, admitir que errei e seguir em
frente. não tenho problemas com isso. sou assim mesmo, verdadeiro, não me
importa o que os outros possam pensar, sei o que sou, sei que mantive sempre a
minha postura e tenho os meus valores. eu não te amo, só preciso de arrumar
este assunto porque a minha dignidade obriga-me a admitir perante os teus olhos
que errei. que sejas feliz é o que te desejo. que te tratem bem é o que precisas.
eu sei o que fui, sei porque fui, felizmente ou infelizmente Deus tira-nos do
caminho quem tem de tirar. se terminou daquela forma é porque tinha de ser.
consegui atingir a minha estabilidade, sou demasiado boa pessoa é o que me
dizem. não vais ter a oportunidade de me enxovalhar porque não o mereço. se
estivesses disposta a ouvir a verdade e o sentimento, se tivesses tal coragem,
irias arrancar esse taco de raiva e arrogância de uma vez. é muito fácil falar
sem ter de ouvir os outros. principalmente quando somos sensíveis ao que os
outros podem dizer. principalmente quando isso nos afecta. por isso nos armamos
em fortes e exterminadores. torna-se mais fácil demolir-me com tudo o que tens
para dizer, do que ouvir os meus motivos e a minha parte da história. queres
mesmo saber? estou-me a cagar como se diz na minha terra. queres ser bronca? sê
bronca para aí pah. queres ser estupida? sê estupida. alguém aqui sabe a minha
versão? alguém sabe pelo que passei e o que me fizeram? então não me julguem,
seus dementes. amar? amar é saber perdoar, é ser honesto, é ficar destruído com
certas revelações. é não ter a coragem de enfrentar alguém porque ela nos
destruiu por completo. é tratar a pessoa de forma fria, porque não sabemos como
lidar com a realidade. é não querer magoar e sofrer por dentro porque o tivemos
de fazer. é resistir ao mundo enquanto temos forças. é perguntar se está tudo
bem e responder que sim, para tentar ultrapassar mais um dia em que não nos
conseguiram separar. seria ouvir a minha história, seria saber pelo que passei
e compreender. ah vão-se foder suas cobras venenosas. vão julgar o caralho que
vocês não são ninguém. o mundo há-de-vos ensinar alguma coisinha. a mim já me
ensinou, já paguei pelo que não tinha de pagar e já sofri sem ter de sofrer. se
Deus nos tira do caminho é por algum motivo. já não desejo a felicidade a
ninguém, já não desejo nada. que seja o que o mundo trouxer. não me mereces. porque
sei o que sou e sei o que estás a ser. não me mereces, e isto foi o que eu
precisava de perceber para virar a página. acredito que desta vez consegui. afinal
sou mesmo grande, caralho. ultrapassei isto sozinho, sem apoio e com 50 cães a
mandarem-me abaixo. sou verdadeiro, é esse o meu mal, sou ingénuo e sou amante,
mas isto, isto tornou-me mais forte. com o caralho daqui para fora. foda-se
para vós que não me merecem. vengaaaaaa. e quando amares mesmo um filho da puta
(como pensas que eu sou), quando andares atrás dele que nem uma cadela
abandonada, aí sim vais bater com a cabeça na parede. quando cometeres um erro
e não te derem a oportunidade, quando fores enganada pelo mundo e depois descobrires
a verdade e não tiveres a oportunidade de voltar atrás. quando estiveres no meu
lugar, vais saber o que isto foi e nessa altura eu já serei feliz. despejar esta
raiva fez-me bem. contigo aprendi o que era amar realmente e aprendi que o amar
em certos casos tem limites e eu cheguei aos meus. não tenho de rastejar por
ninguém, não quero mais saber de ti. sou livre porque já paguei a pena de nos ter morto. ganhei pah. "há cervejas, tremoços e o caralho pah. foda-se tone." venha a vida.
se quiseres falar a sério eu estarei cá, sem esquemas e armadilhas porque eu também fui uma vitima. tem uma atitude correcta, já que eu não tive na altura. boa viagem.
quando me perguntares o que aconteceu, eu não saberei responder-te com certezas, apenas com a verdade do que sinto. julgo que nem eu sei a verdade do que nos passou. não fui eu quem escreveu este guião por muito que tenha parecido que fui o vilão principal. acho que já pensei em mil e uma versões para te contar, já devo ter pensado em centenas de maneiras de te explicar o que fiz, e continuo sem saber nada. tenho a certeza que no frente-a-frente não será nada como as conversas que já imaginei. estou perdido. perdi o fio a esta história porque eu não mandei nela. a única verdade é o que eu sinto e não o que viste acontecer. as acções não eram comandadas por mim, as palavras não foram sentidas naquele dia, e dominaram tudo menos o meu coração. espero que não penses que o que te irei contar serão desculpas ou mesmo alguma forma de escapar a responsabilidades. eu sei bem o que fiz, contigo, comigo e connosco. quando tento comparar esta história a algo, só me lembro dos bêbedos que encontram sempre a sua casa. apesar de dominados pelo estado alcoólico, aqueles tipos encontram sempre o caminho e embora se enganem em atalhos várias vezes, no final chegam sempre lá. eu sinto-me igual. era dominado por outro alguém, e embora tenha andado perdido noutros mundos, soube sempre onde e com quem queria estar. contigo, num nós. fui uma peça de tabuleiro e não era eu quem mandava os dados. desculpa por este jogo nos ter morto, não creio que possas ter sofrido mais do que eu. o meu sofrimento continua pelo que fui sem ser, pelo que fiz sem fazer, e pelo que aconteceu sem ter de acontecer. não sei de mim, nem o que será de nós. e tenho medo de sonhar, porque o sonho vai fazer-me acordar noutra realidade. paz às nossas almas. pelo menos paz e a tua felicidade.
"Ahhh, Diana... Se o tempo chove em toda a gente e até quem ama
Se vê metido nesta puta maldição;
É que gostarmos um do outro só não chega,
Que temos ambos mau feitio ninguém nega,
Mas já se passou mais um ano e nós ainda em contramão."
sinto-me um espantalho dominado
pela vida. tenho vivido o mal e as desculpas que apregoo. tenho sido tu na
minha vida. o tempo continua a falar de ti. fujo dos mortos mas eles continuam atrás
de mim. são como cães que me atacam os ossos e o que sinto. esta sexta não
acabará, mas o sábado poderá ser o fim da minha raça. não sei que diga, surpreendo-me
cada vez mais com o que chamamos de destino. afinal passaste mesmo por cá e
continuo sem saber. a nossa estranha forma de amar era única e foi-se como lágrimas
de chuva em verão. não sei o que sinto, parece tudo tão anormal ao que tive de
me habituar. só a chuva sabe o que espero, ela dá-me tempo para chorar, porque
esconde o que os meus olhos gritam ao mundo. de um lado quero dar-te um abraço de
perdão sentido, apenas e só, do outro, sonho ainda com flores e mar numa estrada
que um dia pensámos para fugir. não sei. não creio que tenhamos ainda sentimento
comum, não creio num futuro de amigos, tão pouco de amantes. talvez simples
conhecidos, complexos. não sei, as palavras ditarão o teu futuro e o meu,
separados em alma, mas juntos ao olhar. destino. que seja o que ele quiser. acho
que apesar de tudo eles destruíram mesmo tudo o que eramos. tenho medo de ainda
gostar de ti. tenho medo da tua indiferença. tenho medo. só medo do que vier. um
beijo. ai vida.
cabrão é o meu nome para ti. ódio
é talvez o teu sentimento por mim. de certo já conheceste a desilusão por me
teres amado em tempos. eu odeio-me por ter-nos morto, mas a vontade de matar é
maior a quem me fez fazer isso. desculpa meu bem. como é possível o teu coração
não ouvir as minhas súplicas? estas coisas deviam sentir-se independentemente
da distância entre uma alma e outra. um dia já estiveram juntas no mesmo apego
e por isso deveriam ficar com restos uma da outra para sempre. tenho a
necessidade de te ouvir, de saber o que sentes mesmo que o pior dos ódios já
tenha passado para indiferença. preciso de seguir em frente e largar o nosso
passado. estou farto deste mundo de bruxaria. estou farto dos mortos e das
memórias infelizes que eles me fizeram viver. raiva. tenho raiva e vontade de
vos matar seus filhos da puta. traidores. escumalha. perdi tanto ou tudo por
culpa vossa. tenho nojo. morram caralho. morram. a minha alma é luto contínuo.
deixem-me em paz demónios nojentos. eu amo-a e vocês fizeram-me demonstrar o
contrário. morram que eu não sei o que vos faço quando tiver de vos enfrentar. morram por favor, se também mataram o que de melhor existia em minha vida.
um presépio de mortos vivos com luzes de velas gastas. nem vivo, nem morto, não há cor para esta época de paz. as sombras dos pinheiros são mais negras do que a noite e os gritos dos pastores são o canto doce dos demónios de Deus que me gritam aos ouvidos. o que iria eu festejar? a estrela de belém que paira sobre a cabana é hoje apenas um farol que ilumina os piratas em alto mar. brindam esses escravos juntos com a morte que se ri bêbeda com eles. vou juntar-me à festa dessas garrafas, e desta vez não haverá mensagem para enviar em plena madrugada, pois apaguei-te da minha lista preferida. reza a lenda que o amor nasce agora, a loucura dá-se aos homens e a paixão às suas amadas. mas não para mim. não para nós se já esqueceste o meu peito. então o porquê dessa voz tão triste? sou só eu a deixar-me morrer. se não me queres, devo partir para que ames outro ser. quero que vivas a tua felicidade com outro alguém se a mim não desejas. o tempo teima em falar-me de ti, mas pareces-me tão morta. está cinza e turva a imagem com que te vejo. será do tempo que passou desde o nosso último toque? ai agosto o que eu te quero fazer voltar. ai mar que já não me alivias a dor. ai vida, que isto é ver-nos morrer. este vinte e quatro não há prendas para te dar, este mês não há rendas nem meias de vidro para rasgar. o que eu amava esse presente. o que eu amava só te cheirar. o que eu odeio sentir por nós, tão sozinho. o que eu me odeio por nós. palerma, cobarde tão fraco. estúpido, o amor é estúpido e ele não nos conhece. mas a mim, a mim mata-me porque sei quem ele é.
olhar para ti dói. desviar o
olhar porque reparas dói mais. passar por ti dói, não sermos o que fomos dói e
mata-me. nada consegue reparar o que eu fiz, aquilo que eu roubei de nós, o que
eu destruí com a força da mentira que me assombrou. as memórias estão sempre
presentes em mim, não adianta fingir que não estão, porque se sentem. quem dera
a mim que o nosso destino fosse ver a nossa história a querer desfolhar-se
sozinha, novamente. parece que o passado não se percebe, o futuro não quer
perceber, e eu não entendo como isto acabou. ninguém percebia o nosso amor,
tantas vezes o tentaram destruir e conseguiram. perdoa-me amor. pudesses tu ler
estes textos e saberias parte do que eu sinto, parte do que eu morri, parte do
que fomos. fodi com tudo o que nos unia. como pude eu ir naquele esquema? eu
não acreditei, fi-lo sem acreditar e por isso não está resolvido para mim. sei
que nunca maisquererás um futuro como o
nosso passado. nunca mais quererás uma pessoa como eu. acredita, não sou aquele
do nosso ultimo momento. se tivesse arriscado por as mãos no fogo por ti, por
apenas mais algum tempo do que aquele que consegui resistir, nunca me teria
queimado. desculpa. dói. dói tanto ainda te amar. ainda te ver. ainda me veres.
ainda me cruzares. ainda não te olhar. ainda não te esquecer. partilhamos o
silêncio e ouvimos os demónios alheios ao que eramos só os dois e continuamos o
silêncio. vamos conversar por favor. sem mais ninguém. eu, tu e a distância do
nós que fomos. dou-te todo o meu amor ao longe, dou-te o desejo de que sejas
feliz. dou-te o querer de ti em mim um nós renovado. sabe-se lá se o tempo não me
trás tal presente? eu já merecia um presente, depois de tudo o que te fiz, depois
do que me fizeram, depois de nós ainda não estar de todo resolvido. pelo menos
para mim não está. alimentarei a minha esperança. é desgastante, mas é a prova
do meu amor por ti. amo-te. eternamente amo-te tal como prometi. lembra-te
deste blog que te mostrei, e lê esta porra de textos. eu sei que se o fizesses
não me odiarias tanto.
P.S:. lembras-te do último beijo?
lembras-te de sorrires no fim e teres dito que tinhas gostado por ter sido
diferente? eu sabia que era. beijei-te assim porque senti que seria o último.
agarrei-te com a força do mundo e beijei-te com todo o meu amor. senti que te
ia perder. senti como se previsse o que iria acontecer. amo-te princesinha. guarda-me
no fundo do teu peito, porque também estarás sempre no meu. ;'(
inspirado e adaptado. original em: tudo fodas, meio amor autor: claudiagomes. agradecimentos à minha incrível seguidora. pequena clau. obrigado.
à uns dias comprei um par de luvas. gostei tanto que raramente as tirava das mãos. mas hoje, hoje a minha pele sentiu saudade de tocar no mundo, nas coisas e nas pessoas.
percebes agora porque é que tenho sempre saudades tuas?
porque tal como as minhas mãos, o meu coração estava despido, e foi aí que o vestiste com um manto de despedida, e até hoje ninguém se lembrou de me o despir novamente. no inicio foi até meio fácil carregá-lo, depois foi insuportável, e hoje admito, hoje ainda está meio dificil não te ter e o pior é que esse teu manto, mantem vivas as nossas lembranças com a mesma força de sempre, e assim vai continuar enquanto ninguém me trouxer novas memórias.
p.s:. este dezembro está demasiado frio para corações sozinhos. ai vida.
tu conheces-me. sabes bem como sou e como sou de estar. sabes tão bem quanto eu que não sou de falar mal de ninguém quando não gosto das pessoas, muito menos falaria quando gosto, ou seja de ti e de nós. eu cometi um erro. demasiado grande, é certo. sou o primeiro a assumi-lo hoje. mas apenas um erro em tanto tempo. acusei-te injustamente, fui manipulado e jogaram comigo aquelas pessoas que eu julgava fazerem parte do meu apoio. enganaram-me e eu fui levado na corrente. talvez vítima do meu estado de destruição e da minha fraqueza do momento. o meu Avô tinha morrido e só no final do semestre o meu ser teve oportunidade de chorar realmente a sua perda. aproveitaram-se desse meu estado, jogaram comigo o nome do meu Avô e viraram-me contra ti. Ele era tudo para mim, tu sabes. foste a minha maior perda depois da Dele. sempre te deixaste levar pelas conversas alheias que nos viravam um contra o outro e vejo que continuas a fazer o mesmo. sim, eu também o fiz, da forma mais radical e medíocre, e talvez essa única vez tenha sido demasiado devastadora. estive mal. estive muito mal. não penses que não me custou, aliás sabes bem o quanto me arruinou a alma. foste vitima de um jogo mesquinho, mas eu também fui, apesar de odiar tomar-me por tal. acordei à uma semana de um coma hipnotizante que me controlou todos os passos que dava e me impediu de continuar contigo. foi uma pressão impensável que me massacrou todos os dias, durante tanto tempo, ainda nós eramos um. tanto tempo resisti e depois falhei. cheguei a um limite em que já não tinha forças para lutar contra tanta gente que me falava tão mal de ti. falhei, mas tentei ressuscitar. tentei explicar-me a ti e a nós, quis terminar com esta barreira que nos matou, e quando pensei que me irias dar tal oportunidade, deixaste seguir-te pelos conselhos alheios, por essas vozes que tantas vezes ouviste ainda estávamos juntos. afinal "não se deve cuspir para o ar pois pode-nos cair na testa". não sou ninguém para dar lições de moral, e ninguém deveria achar que é. eu tentei dar-te a verdade e recuperar alguma coisa de nós, não percebo o porquê de juntar mais pessoas a uma história que era a dois, se o objectivo era terminar com um ambiente infernal. hoje, tenho a minha consciência tranquila, cometi um erro gigantesco, tentei remediá-lo talvez de uma forma cobarde, mas tentei. fiz o que achava ser suficiente para ter a oportunidade de contar a minha versão dos factos. não quiseste, não achaste necessário, espero sinceramente que "os amigos" nunca te falhem e que sejas feliz. o arrependimento e o perdão são das nossas maiores armas. eu tenho o meu arrependimento, faltou-me o teu perdão. e tempo para nos salvar. as minhas desculpas, já que não te o posso dizer de outra forma. e um beijo, fica com um beijo meu. e não, este não é como o de judas, como tão habituado estou a receber nestes tempos. não os teus, que afinal sempre acreditei serem verdadeiros e por algum motivo nunca te esqueci, porque dentro de mim sabia que eras verdade. éramos verdade, éramos amor, e o resto exterior eram traidores chamados de amigos. amigos os meus que eram bruxos, e dos quais me afastei por acreditar em ti, por acreditar em nós. tenha sido tarde de mais para nós.